[Review] Quantumleaper

Imagine o quanto incrível seria poder estar em dois lugares ao mesmo tempo? Não estou falando de teleporte, mas sim de controlar dois corpos simultaneamente ou até trocar entre eles para voltar a um ponto e pegar algo que esqueceu. Em Quantumleaper temos uma chance de fazer isso. Trocando de corpos para ativar plataformas e resolver puzzles sem precisar de um segundo player. 

Porém uma ideia tão incrível como essa pode ser bem executada?

Logo no primeiro nível nos deparamos com nosso protagonista Alexander acordando em um laboratório onde um gato liga para seu celular, a partir daí começamos uma pequena bateria de testes ensinando ao jogador os comandos básicos do jogo, e deixando claro que ele é uma cobaia em um experimento, lembrando muito o clássico “Portal” feito pela Valve.

A ideia é ótima, mas é aí que alguns problemas começam a aparecer. Por mais que o game tenha sido criado na intenção de ser desafiador, ele peca em muitos detalhes se comparado à jogos com a mesma intenção. Em Dark Souls, por exemplo, cada derrota traz um sentimento de maior atenção ao jogador, pois a cada erro ele sabe que foi sua culpa por não ter desviado ou compreendido melhor o ataque inimigo. Em Quantumleaper há sessões nas quais são infestadas de inimigos, e muitos deles andam muito próximos deixando aquele sentimento de frustração a cada vida perdida tentando atravessar esse enorme grupo para resolver o próximo puzzle. 

Uma outra coisa que confunde a apresentação do game é o design de seus adversários, muitos deles misturam 3D com 2D, porém não parecem pertencer ao mesmo universo, fazendo parecer com que o criador teve muitas ideias diferentes, mas não queria descartar nenhuma, dificultando um pouco na imersão e entendimento da história. E quanto ao sistema de sobreposição? Ele é bastante útil para resolver puzzles e até pode até ser usado para combate, mas o título não tem suporte para mouse, então muitas vezes em meio a horda de inimigos você pode ficar preso a apenas atacar e esquecer de tentar usar o sistema em si para se defender, já que você tem uma janela de tempo muito pequena para reagir e soltar o botão de ataque para tentar teleportar, assim ficando difícil de ser acessado de forma rápida.

Em geral, frustrante é uma palavra que define Quantumleaper, muitas ideias boas mas sem uma devida organização e revisão, muito disso seria justificado se ainda estivesse em versão Beta porém este não é o caso. Se quiser um puzzle com um nível crescente de dificuldade e uma excelente história, melhor deixar este jogo de lado e tentar os clássicos Portal e Portal 2 na Steam.

Nota final 4/10

*Análise feita com código cedido pelo desenvolvedor