[Review] Cosmonauta

“Durante uma expedição espacial, nosso herói enfrenta problemas com os sistemas de navegação em sua nave, e agora precisa enfrentar os perigos do desconhecido, para encontrar o caminho de volta.”

Essa é a breve história por trás de Cosmonauta, a nova aposta indie brasileira da Game Nacional com a QUbyte Interactive.

Cosmonauta pode ser definido como um jogo de plataforma, mas não naquele estilo mais tradicional que estamos acostumados. Ele é uma aventura recheada de fases curtas, onde os jogadores devem superar pequenos trechos de desafios até chegar a uma porta final, afim de seguir para o próximo estágio.

Essa fórmula de pequenos quebra-cabeças desafiadores, lembram as dos jogos de Edmund McMillen, como “The End is Nigh” ou “Super Meat Boy”, porém em Cosmonauta o desafio não é exatamente feito pra ser tão “insano” assim, é uma proposta mais amigável, embora obviamente alguns trechos exigem sim um pouco mais de reflexos e determinação para serem concluídos.

A estrutura das fases colabora, também, para o não desânimo rápido do jogador, por exemplo, em um certo estágio você tem que superar 3 tipos de desafios diferentes ao longo do percurso, cada um desses trechos que você passa, o jogo voltará exatamente desse ponto caso seu personagem morra mais a frente no percurso. Isso realmente faz com que tenhamos gás pra nunca desistirmos facilmente de uma fase. A partir do nível 35, alguns estágios começam a trazer um espaçamento maior entre os checkpoints, exigindo mais determinação do jogador, e começam a surgir algumas fases em que você terá que passar de uma só vez sem errar. A fase final é a que mais vai exigir do jogador, colocando a prova tudo o que ele aprendeu com a aventura.

Cosmonauta traz ao todo 65 estágios, e para esse tipo de jogo um fator é primordial para ter sua longevidade segura ao jogador sem gerar cansaços de repetições: a diversidade em elaborações desses desafios. Confesso que me surpreendi muito com a criatividade e inovação de uma fase para a outra. Fazendo bons usos de todos os elementos possíveis de obstáculos que o jogo traz, seja as plataformas móveis, plataformas de pulo, jatos de vento, espinhos, mísseis perseguidores, círculos elétricos, enfim… Tudo é bem repaginado. O cheiro de novidade nos desafios sempre apareciam. Ponto positivo demais!

Os gráficos de Cosmonauta podem ser definidos como um meio termo entre os 8-bits e 16-bits. É um estilo retrô bem agradável e carismático, apesar da imagem do background ao fundo do cenário se repetir bastante.

As músicas também são muito boas, sempre trazendo um clima de ambiente espacial na trilha. Vale lembrar que embora o jogo tenha todo esse ar “retro bit”, as músicas não são nesse estilo sonoro, e sim de uma qualidade sonora mais “atualizada”.

A jogabilidade também é de domínio rápido e tranquilo. Cosmonauta usa praticamente um único botão de ação. Que é o pulo, mesmo botão esse que será usado para controlar o jetpack. Sim, há algumas fases em que teremos que controlar um jetpack com o personagem, com certeza os trechos mais difíceis do jogo estão aqui, exigindo sensibilidade e habilidade para alguns trechos mais adiante. Não tem segredo também para o seu controle, segurando esse mesmo botão de pulo você define o quanto quer manter flutuando o seu jetpack.

Apesar de ter um aspecto bem simples para o jogo todo, começando pelo seu menu inicial, Cosmonauta me surpreendeu. O jogo está custando apenas U$0,99 na eshop americana do Nintendo Switch, vale muito a experiência. Os fãs de jogos desafiadores vão adorar!

Nota final: 7/10

* Análise feita com código cedido pela distribuidora