[Review] Warpzone VS The Dimension

Por Sraell Argentino do DGDC

O game da revista e editora de games WarpZone, produzido pela PampaFox, começa com os amigos dos Warpinhos sendo sequestrados pelo Ucolecionador, – referência ao YouTuber Diego Ramires – a mando do vilão cabeça de tevê chamado The Dimension.

O design das fases é bastante desinteressante. O personagem parece andar em um cenário genérico de sites de jogos online, muito fraco e feio. Lembrando que o game na fase alpha estava mais bonito e empolgante. Até a barrinha de energia lembrava os jogos de briga de rua de SNES e Mega Drive, entretanto acabaram por modificar tudo no produto final. Poderiam ter mantido como estava ou fazer algo em pixel art que teria uma aceitação maior do público retrô.

As músicas são um ponto positivo no game, pois são bem divertidas e possíveis de ouvir sem enjoar. As cutscenes ficaram primorosas, lembrando o jogo Comix Zone de Mega Drive. A dificuldade de WarpZone VS The Dimension não são os inimigos em si, muito menos as fases que remetem a temida Turbo Tunnel de Battletoads. Aqui a maior dificuldade é a física do game, mais precisamente a gravidade. Parece que o personagem está na lua. É possível pular e se arrepender do caminho e voltar durante o salto. O jogador anda rápido demais pra frente e pra trás, mas demasiadamente lento para cima e para baixo.

A movimentação dos inimigos é ruim. Os ninjas andam de pernas abertas, e quando levam dano, parece que vão espirrar. O lutador de sumô aparenta estar com uma terrível dor nas costas. O jogo possui três bosses e um chefe final:

O primeiro chefe é o Ucolecionador com o nome CEGA estampado na camiseta. Tão amarelo que parece que está com anemia. A vontade de bater nele é mínima e precisamos enfrentá-lo duas vezes. A primeira é sobre um caminhão onde ele solta barris. Depois encaramos ele na porrada e seus ataques são cabeçadas à la Blanka. Dos chefões, ele é o mais interessante.

O segundo boss que enfrentamos é o homem sem rosto chamado El Masculino, parece o primo do Slender, seus ataques são a peitada feito Andore de Final Fight e a girada de braço igual ao Zangief . O inimigo possui golpes legais, mas o jogo possui bugs e é possível ficar do seu lado sem receber danos.

O terceiro chefe que enfrentamos é uma referência a Xuxa, chamada de ZUZ-4, o combate é contra uma máquina cuja inteligência artificial é a Rainha dos Baixinhos. O estágio possui o piso repleto de espetos metálicos e torres que soltam chamas. Para derrotá-la temos que quebrar um cristal (será que veio da Lua?). Quando a derrotamos, a face da Xuxa se torna má.

A batalha contra o último chefe acontece em Marte, local para onde os amigos dos Warpinhos foram levados. A luta contra The Dimension, cujo motivo dele possuir esse nome é uma incógnita, se dá em sua forma gigante, semelhante ao Apocalipse de X-Men vs. Street Fighter.

Por se tratar de um game de estilo briga de rua, a duração de WarpZone VS The Dimension é de cerca de uma hora, duração ideal para um game com referências aos títulos dos anos 80 e 90. Ao jogar de dois players, alguns bugs aconteceram, como logo no início do jogo o game travar e não passar para a tela seguinte ou um dos personagens ter dificuldade em subir na moto.

As fases pouco inspiradas, a pouca variedade de inimigos e os bugs não tornam o jogo atraente. As referências são interessantes, como a aparição do Capitão Ninja, personagem criado por Marcelo Cassaro, mas mesmo para quem acompanha as publicações da editora, infelizmente não são fortes motivos para a aquisição do game. O que vale é a celebração de anos de trabalho dos caras, o que por si só já é algo valioso.

WarpZone vs The Dimension está disponível para PC através da Steam e foi lançado em 16 de dezembro de 2019.

Nota Final: 4/10

Sraell Argentino possui um canal no YouTube e é especialista em tomar strike na plataforma. Ele foi cedido gentilmente para escrever essa análise pelo DGDC. Conheça o site dos caras: www.dgdc.com.br.