[REVIEW] Crimsonland

Por Jorge Miashike.

Desenvolvido e distribuído pela 10tons Ltd, Crimsonland se resume a matar dezenas de hordas de bichos esquisitos com suas armas e passar as fases. Há também desafios diferentes para encarar. No modo Quest há três níveis de dificuldades e sete fases divididas em dez partes. No modo Survival há sete desafios diferentes onde há um ranking online para cada um deles.

O jogo pode ser considerado um shmup arena, onde seu personagem começa com uma arma diferente a cada fase, e ao matar os inimigos, alguns deles derrubam itens diversos como armas, escudos, ataques, etc. No modo Survival há itens adicionais como pontos e multiplicadores. Crimsonland permite ser jogado por até quatro jogadores simultaneamente.

O título possui um arsenal de trinta armas, onde parte delas é desbloqueada ao se cumprir algumas metas, e há também itens auxiliares chamados de perks que são desbloqueados durante o jogo, algumas de maneira inusitada como explicarei adiante, e o jogador tem acesso a eles durante a partida ao preencher uma barra menor localizada no topo do hud. No geral, todos os perks tentam beneficiar o jogador de alguma forma, entretanto, alguns deles não conseguem alcançar esse êxito.

Graficamente, Crimsonland é simples, o cenário é estático, os inimigos possuem quadros de animações limitadas, alguns deles são idênticos a outros mudando apenas a paleta de cores. Há muito sangue derramado, quanto mais inimigos abatidos, mais vermelho o chão fica. Quem se incomodar com esse detalhe, pode remover o sangue no jogo. O atrativo, em minha opinião, fica por conta do design das armas, cada uma distinta da outra, inclusive com seus respectivos ataques.

Sobre o controle, o game permite ser jogado via teclado e mouse ou joystick, optamos por jogar no teclado e mouse pela rapidez de mira que o combo permite. Os controles são precisos, possuem ótima resposta. A trilha sonora mistura gêneros diferentes, desde heavy metal a um metal mesclado com música eletrônica, os efeitos sonoros se resumem a sons de tiros, arma sendo recarregada, monstros morrendo, explosões, etc.

A aventura em si é bastante repetitiva, depois de passar por algumas telas, o jogador vai estar bem acostumado com o padrão dos inimigos, não será preciso decorar nada, é algo que é absorvido naturalmente, restando ao dono do controle torcer para que apareça uma arma suficientemente poderosa e perks que possam auxiliá-lo em sua jornada. Em nosso caso priorizamos os perks que recuperam energia e fortalecem armas.

Para obter todas as conquistas, tivemos dificuldades em duas delas, a primeira é a “Smart Pack Rat”, onde o jogo pede para pegar cinquenta blowtorches, que nada mais é que obter a arma Blow Torch em qualquer fase, é muito cansativo. A outra conquista é a “Perky”, que é desbloquear todos os perks do jogo, o último desses só é obtido ao entrar nos créditos do jogo e digitar “gembine”, sem as aspas, com isso você tem acesso a um minigame, um puzzle, e precisa fazer mais de 53 mil pontos.

Como considerações finais, digo que Crimsonland é um jogo que não nos agradou muito, pois depois de um tempo se tornou repetitivo demais e as conquistas, apesar de prolongar a vida do game, já beirava o insuportável. Jogar o modo Survival é até interessante para melhorar a colocação no ranking mundial, mas haja paciência para isso. Em decorrência dessa repetição incessante, optamos por jogar sem música e sem áudio, pois os mesmos já beiravam cúmulo da irritação, principalmente ao tentar por diversas vezes algumas fases na dificuldade mais difícil.

Crimsonland foi originalmente lançado em 22 de abril de 2003 para PC. Há versões lançadas para PlayStation 4, PlayStation Vita, PlayStation 3, PlayStation TV, OS X, Linux, Windows Phone, Android, Xbox One e Nintendo Switch.

Nota Final: 05/10

Jorge Miashike é redator do DGDC News onde escreve sobre cultura pop.