[REVIEW] Sakura Stars

“Quando hordas de Youkai ameaçam o mundo, os Tanukis enviam um mensageiro para escolher meninas humanas para receber poderes mágicos e defender a humanidade. Elas são conhecidos como “Sakura Stars.”

É com essa premissa que o novo shmup do desenvolvedor indie brasileiro Andrés Batista (também conhecido como Super16bits) dá a largada. Ao contrário de seu título anterior – StarExcessSakura Stars tenta ser mais simplista em todos os quesitos. O game foi feito para o Pico-8, um console retrô fictício com limitações propositais e baixa resolução para simular um console da era de 8-bit. Sendo assim, todo o visual da aventura lembra algo que poderia ter sido lançado no começo da era do Nintendinho ou em algum momento da vida do Game Boy Color.

A jogatina rola como um jogo de navinha de progressão lateral. São três personagens para selecionar, cada um com estilos de tiro diferentes que vai agradar a todos os gostos. O sprite de seu personagem é bem grande, porém sua hitbox é pequenina representada por um ponto brilhante em seu centro. Os inimigos são até que variados se pensarmos nas limitações (propositais) do Pico-8. Há chefes em cada fase que, ao meu ver, não são um dos pontos altos da aventura, mas são curiosos à sua maneira.

Mesmo com uma hitbox pequena, Sakura Stars oferece muito desafio. As fases não chegam a ser muito longas, mas há momentos onde parece que estamos jogando há mais tempo. Pode ser que isso ocorra por causa da trilha sonora em chiptune de músicas clássicas, essas em nada contribuem para a diversão. Os inimigos possuem um padrão de ataques que após algumas tentativas se tornam mais fáceis de reconhecer. Nada mal para um título que tenta ser simples à sua maneira.

O Super16bits decidiu seguir com um game ainda mais retrô desta vez. Por toda a sua proposta, sinto que Sakura Stars acertou no que se propõe. A sensação de estar jogando um game que eu teria curtido muito se tivesse jogado no começo da era 8 bit é constante. É claro que nada é perfeito, a trilha sonora e os inimigos são os pontos fracos da jogatina, mas nada que me impeça de tentar mais uma vez após um mal cálculo em desviar de um tiro inimigo. No fim das contas, é isso o que importa em um jogo de navinha.

Nota final: 7/10

*Análise feita com código cedido pelo desenvolvedor