[REVIEW] BIOLAB WARS

É normal vermos jogos indies sendo lançados com o intuito de homenagear gêneros de clássicos que fizeram grande sucesso, BIOLAB WARS, da produtora brasileira “2nd Boss” (antiga Kolibri Game Studio) também vem dessa forma, coroar os jogos de “Run n´Gun”, que tanto marcaram o mundo dos games.

“Contra” é o primeiro título que vem à cabeça aqui. Numa época que era comum jogos desse gênero misturarem com a vibe dos filmes de ação dos anos 80. Onde as jogatinas se resumiam em atirar freneticamente, explodir tudo que surgisse na nossa frente, e claro, salvar a terra contra alienígenas das mais bizarrices formas, até chegarmos ao chefão final.

ALIENS, BOMBAS E CACHORROS!

A História de BIOLAB WARS se passa num futuro pós apocalíptico, em que agora alienígenas buscam o controle de tudo, e para isso, passam a fazer os mais diversos experimentos na Terra.

Resta então a mais nova equipe de mercenários do planeta, que juntos, prometem varrer todos esses aliens que vem trazendo perigo. E assim conhecemos nossa equipe, formada de 3 personagens selecionáveis, e cada um digamos, bem característico. Um homem, uma mulher… e um cachorro, sim isso mesmo, um cachorro está no time!

Finn, entrou para a equipe em busca de uma nova empreitada para a vida, afinal sua vida andava bem entediante, no seu currículo, Finn é um ex-fuzileiro naval, ex-churrasqueiro, e até ex-técnico de televisão.

Becca, a moça entrou na equipe simplesmente por ser durona, ou melhor, a mais durona de todas!

Teddy, o incrível cão blindado, infelizmente Teddy foi uma das vítimas dos diversos experimentos das tropas alienígenas, e agora vive em busca de seu antigo dono e também de vingança, é claro!

BIOLAB WARS se apropria do conceito de jogos da era 8 bits, mantendo até mesmo o visual e a qualidade sonora dos títulos dessa época. Visualmente o jogo é modesto, porém é caprichado na proposta escolhida, parecendo mesmo um jogo de NES com alguns novos detalhes. A parte sonora também age bem, reproduzindo o toque 8 bits, e de maneira geral devo dizer que grande parte dos temas tocados no jogo são bem frenéticos, e até bem alegres, até demais para o caos presente no jogo.

UM “CONTRA” BEM MAIS SIMPÁTICO

Embora BIOLAB WARS seja inspirado nos grandes clássicos do gênero como o já dito “Contra” da Konami, ele é bem mais, digamos… casual e simpático, do que comparado às obras originais que se inspira. Se em “Contra”  ou “Metal Slug” você possivelmente já receberia um Game Over na primeira fase do jogo, em BIOLAB WARS você não recebe o mesmo tom frenético de tiros na tela que víamos nesses jogos. Sem contar que mais coisas aqui também são diferentes. Lembra que nos títulos antigos se você levasse um único tiro já morria? Pois nesta aventura você conta com uma barra de energia, que obviamente vai diminuindo a cada dano tomado, e apenas se ela acabar é que você morre. Sem contar que ao longo das fases ela sempre poderá ser recarregada através de itens espalhados pelos cenários.

Quer ver outra diferença? Era normal nesses jogos antigos do gênero, termos que zerar o game numa jogatina só, desde a primeira fase, até chegar ao chefe final. Pois bem, aqui em BIOLAB WARS, a cada fase terminada, o jogo já salva, e caso você pare de jogar ou perca todas suas vidas, poderá recomeçar seu progresso a partir daí, e ainda temos a possibilidade de rejogar as fases anteriores sempre que quiser.      

São 7 fases no total, com cada uma sendo dividida em 3 partes. Portanto eu tentei aqui ser bem detalhado sobre esse ponto da dificuldade, para deixar bem claro que, se você tem receio de jogar BIOLAB WARS, evitando querer se frustrar como nos games antigos, relaxe. A aventura é uma energia totalmente diferente, você vai jogar tranquilamente, e saborear o jogo. Acho que faz sentido todo o clima alegre mantido nas músicas, né?

Os populares “Power ups” das armas estão aqui também, contando com 4 variedades de tiros, que podem ser obtidas ao longo das fases. E lógico que as granadas também estão à disposição. Mas, vale lembrar que não é porque você conseguiu um novo tiro pra sua arma que não deverá se cuidar, pois os tiros por Power ups são limitados, então você deve controlá-los caso queira que esses tiros durem. Um número na esquerda te notifica de quantas balas você ainda possui para a arma que tem, terminando a munição dela, você volta a sua arma de tiro tradicional. Mas lembre-se, o jogo não vai se seguir num ritmo frenético de inimigos para todo lado, portanto dá sim para equilibrar os gastos do tiro.

A RAIZ DOS 8 BITS!

A ideia de manter a essência dos jogos 8 bits está até na disposição dos botões, você tem apenas dois botões de ação, um para atirar e outro para pular, sendo eles distribuídos na direção horizontal no controle, exatamente como era num controle de NES e seus A e B. O jogo não deixa você reconfigurar esses botões, fazendo o jogador manter fixo a ideia de jogar como antigamente. Apenas quando você consegue bombas é que poderá usar um dos botões X ou Y.

Embora o jogo tenha 3 personagens jogáveis, nenhum deles apresenta uma diferença no gameplay, sendo apenas estética mesmo. E, infelizmente o jogo só pode ser jogado em 1 player. 

De modo geral a jogabilidade se mantem bem responsiva, tive um pouco de dificuldade na posição para conseguir dar alguns pulos ao estar pendurado em certos locais do cenário, como se eu perdesse um pouco da precisão. De resto o jogo funcionou sempre muito bem.

O destaque de BIOLAB WARS fica para as boas batalhas com chefes de cada um dos seus 7 estágios, e também para a boa diversidade de algumas fases, como quando você controla motos. A variedade de inimigos não é grande, mas essa boa mudança de cenários de uma fase para a outra foi bem feita, e não deixa o jogo ficar cansativo aos olhos.

VEREDITO

BIOLAB WARS é um jogo gostoso de jogar, com uma dificuldade bem honesta, a ponto de qualquer um poder curtir. E além do mais, o jogo é bem barato. De maneira geral é uma grande repaginada muito bem feita, aos jogos da era 8 bits.

É um daqueles games que jogamos até o fim sem nem perceber.

Recomendo a todos os fãs do gênero!