[REVIEW] Witcheye

Em um reino distante, o sábio mago Senixis convoca um cavaleiro para uma perigosa missão: recuperar os tesouros da Bruxa Mabel. Então, o cavaleiro parte para sua missão e consegue capturar os tesouros da anciã. Porém, é Mabel a protagonista da história, o cavaleiro consegue roubar seus tesouros bem na hora que ela estava preparando uma poção, e assim que a bruxa se dá conta, ela começa sua jornada em busca de suas posses.

Desenvolvido por Moon Kid e lançado em 2019 pela Devolver Digital para dispositivos móveis e PC, Witcheye chega agora em 2020 no Nintendo Switch e aproveita sua tela tátil para oferecer uma jogabilidade similar ao que vemos nos celulares. Com gráficos bonitos que lembram o grandioso GBA, o jogo se inspira no clássico Arkanoid. Aqui não controlamos Mabel como se fosse um jogo de aventura, a bruxa se transforma e jogamos apenas com um olho (daí vem o nome Witcheye, ou seja, “olho de bruxa” em tradução livre).

Com uma jogabilidade simples, a versão de Switch permite jogar alternarnadamente entre o modo de toque ou com controles sem ter que escolher previamente. A troca ocorre naturalmente, e ainda é possível reparar um ícone de pausa lá no canto superior direito quando se está jogando com a tela de toque. Este ícone serve logicamente para ir para o menu de pausa onde podemos voltar ao mapa, reiniciar a fase ou continuar com a jogatina. Os controles são bem responsivos, na tela de toque você deve deslizar seu dedo em qualquer lugar para mover o olho de Mabel ou dar um toque simples para ficar imóvel. Já utilizando os controles, qualquer um dos dois analógicos (seja ela joycon ou pro controller) serve para controlar nossa bruxinha, e apertando qualquer botão (até mesmo no d-pad) irá parar nossa personagem.

Confesso que no primeiro momento não me habituei muito com os controles de toque, tanto que minha jogatina foi totalmente no controle normal, mas creio que é mais questão de costume mesmo. A jogabilidade é boa tanto com controles tradicionais ou utilizando a tela de toque do Nintendo Switch, cabe o jogador escolher qual ele mais acostuma e se divertir.

Witcheye é dividido em 53 fases ao longo de 6 mundos, ao começar o jogo os modos mais difíceis são bloqueados. Você deve terminar no modo normal para liberar o difícil, zerar novamente na nova dificuldade para liberar o modo extremo. Ou seja, a medida que vamos jogando, o jogo vai destravando mais dificuldades e modos, como Boss Rush (aqui chamado de Cace os Chefões) ou ainda prova de tempo, onde temos que terminar o jogo todo de uma única vez e com cronometro marcando o tempo gasto.

A curva de aprendizagem do jogo é boa, mesmo no nível normal, Witcheye traz bons desafios ao jogador. A cada mundo o jogo vai aumentando os desafios para completar as fases, o que torna a aventura mais desafiadora. Nos modos mais difíceis aparecem mais inimigos, o que traz mais trabalho para completar o game. Para os aficionados com 100%, cada fase possui 3 cristais verdes e um cristal azul para capturar, estes normalmente são ganhos ao derrotar determinados inimigos. Porém para completar a fase 100% deve pegar os 4 tesouros em uma única jogada, o que faz com que o replay do título aumente.

O level design é bastante interessante, são diversos inimigos aqui que casam bem com os diversos cenários do jogo. Witcheye não fica preso em uma única formula, aqui temos fases aquáticas onde a água influencia na jogabilidade, temos um mundo do vulcão onde cair na lava significa a morte de Mabel, fases onde temos que procurar a luz para derrotar fantasmas e até mesmo uma fase que temos que nos virar para fugir de uma abóbora gigante chamada Gargalhóbora. Até os mini-chefes são bastante interessantes como Soprus, uma nuvem que devemos derrotar em um belíssimo cenário, porém em Witcheye vale o destaque para os chefes de cada mundo. O game traz um desafio extra nos chefes, iremos morrer bastante até entendermos bem o funcionamento dos mesmos. E para fechar com chave de ouro (e desafio extra) no final do game devemos derrotar simultaneamente o mago Senixis e depois o cavaleiro Lesalot.

Veredito

Witcheye é um bom jogo de ação com um ótimo fator replay, se você procura um belo desafio em uma jogatina rápida, vale a pena dar uma chance para o game. Com gráficos incríveis e uma trilha sonora que casa bem com os cenários, controlar o pequeno olho da bruxa Mabel irá garantir boas horas de diversão.

*Análise feita com código cedido pela distribuidora