[REVIEW] Nexomon: Extinction

Desenvolvido pela equipe da VEWO INTERACTIVE, e publicado pela PQube. É absurdamente impossível começar a falar sobre Nexomon: Extinction sem citar a comparação com os jogos principais da franquia Pokémon, ainda mais quando o próprio jogo nunca evita negar o quanto pegou da sua fonte de inspiração, e na verdade até brinca com isso em alguns momentos.

Mas então, já sabendo desde o início o quanto o jogo foi inspirado no título dos famosos monstrinhos da Gamefreak, mas o quanto Nexomon: Extinction realmente faz bem com seu estilo?

TEMOS QUE PEGAR!

No game, partimos num grande mundo, capturando e desvendando segredos sobre os nexomon. E pra fazer isso o jogo se carrega de uma boa história, que vai se tornando instigante aos poucos. Além de ser recheado de monstrinhos pra capturarmos. No total o jogo traz 381 tipos de nexomon, sendo eles divididos em 9 tipos elementais. A evolução também é presente na aventura.

Nexomon: Extinction é o segundo título da franquia, e apesar de eu estar conhecendo-a agora, o jogo traz cutscenes iniciais na história, mostrando bem os fatos ocorridos anteriormente e ligando ao atual.

Em resumo: no mundo dos nexomon, os domadores tem a urgente função de trazer paz no mundo atual, mundo esse que já passou por várias batalhas antes, quando nexomons lendários denominados “Omnicron” dominavam o reino, e após perderem seus tronos no jogo anterior, outras criaturas lendárias, agora chamadas “Tyrants”, querem a todo custo preencher o novo trono vazio. Domadores botarão um fim de vez nessa briga? E assim começamos…

Nomenclaturas aqui são bem diferentes… No mundo do jogo Nexomon você não é um treinador, e sim um domador, você não usa pokébolas, e sim nexotraps.

Escolhendo dentre alguns modelos já estabelecidos no jogo, criaremos e nomearemos nosso personagem. Seu maior objetivo de vida é sair do orfanato e viver as maravilhas do mundo dos nexomon enquanto busca por itens perdidos detalhados ao longo da história, e claro, luta pela paz ao mundo.

Escolheremos então um nexomon para ser nosso companheiro inicial (dentre absurdos 9 bichinhos como opções, um de cada espécie). E assim partiremos para desbravar o mundo todo pela frente. 

É necessário falar que Nexomon: Extinction lembra muito a linhagem dos primeiros jogos da franquia Pokémon, porém as vezes trazendo um misto sobre coisas que vimos em jogos mais recentes. O sistema de batalha é bastante idêntico aos clássicos da Gamefreak, com um nexomon de tal espécie se sobressaindo a outras, e assim batalham até que o HP do rival acabe. Nexomon também traz as batalhas por treinadores que te desafiam no mapa do jogo, ou batalhas para capturas, em que são usadas as nossas nexotraps, que ao serem disparadas, geram uma sequência de botões a serem repetidas pelo jogador dentro de um tempo, e conforme seu desempenho, isso pode ajudar na captura.

Podemos usar, também, de alguns doces para amansar o nexomon e facilitar sua presa, mas claro, nem todos os doces podem agradar o nexomon alvo. É tanta similaridade que o próprio menu das batalhas não foge muito do layout de uma batalha Pokémon, nem mesmo o menu de itens que podem ser utilizados, os próprios itens sempre remeterão aos já conhecidos pelos fãs de Pokémon. A quantidade de nexomon que você leva é a mesma também, 6 criaturinhas ficam com você, podendo as demais serem enviadas para o centro pokém… digo, para o computador do centro de curas de nexomon.

Repare o quanto é difícil escrever essa análise, sem a nenhum momento conseguir escapar de não remeter algo da franquia Pokémon…

AQUELE 1% DE DIFERENÇA!

Talvez o único ponto a se diferenciar bem da sua fonte de inspiração, é que os golpes aplicados pelos nexomon nas batalhas consomem uma barra única de estamina, diferente de cada golpe possuir a sua própria “barra” a ser gasta. Isso exige uma atenção, para não terminar rápido sua stamina numa batalha. De quebra, isso reduz consideravelmente o número de golpes que podemos abusar, e essa barra não se recarrega ao fim de cada batalha.

Portanto chegamos a um dos maiores pontos do jogo, a dificuldade. Nexomon: Extinction acaba se tornando um pouco difícil por diversas ocasiões, não é raro se deparar com inimigos com altos níveis, que somados a esse sistema punitivo de uso de estamina, faz com que após uma batalha vencida ficamos muito aquém de já encarar outra. A regra de upar de forma exagerada por locais que já “dominamos”, acaba sendo uma salvação.

Sem contar que não temos rios de moedas pra sair gastando sempre em itens que garantam nossa reposição de estamina pra cada fim de partida. Portanto, esteja ciente de que não é um jogo simples de se seguir, e vai exigir sim do jogador, podendo frustar um pouco ao atrasar o progresso no jogo repetidas vezes.

UMA BOA COMPANHIA!

Talvez uma das estrelas do jogo seja Coco, um gato amigo que fica nos seguindo (similar a Pikachu e Ash), porém ele não batalha, ele não é um nexomon. Ele é totalmente o alivio cômico do jogo, dono dos melhores diálogos, tirações de sarro, mil expressões, com certeza responsável por valorizar as cenas de diálogos do jogo. Aliás, Nexomon: Extinction é carregado de boas cutscenes, principalmente no encontro de alguns outros personagens no jogo. Se nosso personagem é na maioria das vezes, quieto, Coco resolve isso de boa maneira com bastante humor.   

Chegar sempre em uma nova cidade em Nexomon é ter novas criaturas que podem ser capturadas aos arredores, treinadores sedentos por uma batalha com você, terá o centro de curas de nexomon, locais para compra de itens, etc. Também verá o desenrolar da história sobre aquele local para assim seguir no jogo. É nessas cidades que encontramos muitas sidequests, ao conversarmos com certos NPCs. Elas aparecem também ao longo da jornada, mas sempre são opcionais ao jogador.

Já no inicio da aventura você pode conseguir uma picareta para quebrar algumas pedras, ela será de grande ajuda, pois as pedras são encontradas em centenas de locais, e são utilizadas para criação de nexotraps ou podemos investir para as habilidades de nossos nexomons.

Graficamente, Nexomon: Extinction é muito bem feito, personagens, cenários, tudo é bem desenhadinho, os nexomons são bem feitos, e bastante carismáticos! Acertaram bem nos “designs” dos bichinhos.

É um jogo bem colorido, eu diria que em algumas cidades ele é colorido até demais, que embolam um pouco o cenário. Mas cada região traz um ar novo para as nossas vistas, deixando o jogo sempre agradável, e interessante visualmente. A visão lembra um pouco a dos jogos de Pokémon da era Nintendo DS. E como já dito, as boas animações em diálogos, inicio de batalhas, ou em cenas que trazem contos do primeiro jogo, também merecem destaque no quesito gráfico.

O som é outro ponto forte, com boas músicas para acompanhar sua jornada.

VEREDITO

O título não possui um sistema de trocas de monstrinhos, e nem possui nenhum modo online. Então é “tudo reto no reto”, jogar, seguir sua campanha coletando o máximo de nexomons que encontrar e ir concluindo a história.

Não dá pra dizer se o modo de batalha vai atrair quem procura um bom desafio, ou espantar um pouco os mais casuais. Outros problemas podem ser sentidos, como ausência de nexomon das espécies inseto ou gelo ou “pokedex” com informações rasas sobre as criaturas. Mas com certeza o bom desenrolar da história pode prender o jogador, mesmo tendo os desafios. Queira ou não, no fim Nexomon: Extinction é algo além de suas batalhas.

Mas a fórmula é, em grande parte, a mesma, a jogabilidade similar do personagem, ao longo da jornada, também contribui a tornar esse um bom jogo, pra se passar longas horas e horas. Sem contar ainda que ele está longe de custar o mesmo preço cheio de um título Pokémon.

Recomendado para os fãs de Pokémon, que vão jogar um jogo que não esconde da onde veio, mas que abre portas a novos desafios, novas experiências ao quais já eramos acostumados.

Será você agora, capaz de se tronar o maior domador de nexomon?

*Análise feita com código cedido pela distribuidora