[REVIEW] Deathroids

Deathroids é um shmup (shoot ‘em up/jogo de nave/navinha) desenvolvido pelo estúdio carioca Silver Cat Studios lançado em 12 de outubro de 2020 para PC no Steam. O game possui rolamento automático na vertical com a proposta de ser um shmup antigo, remetendo aos anos 1980 e 1990.

A história do jogo se passa num futuro longínquo onde acontece a invasão dos Mechatrons à Terra, e cabe a você salvar o planeta combatendo os alienígenas. O game todo se passa no espaço sideral, o que leva a crer que a investida terrestre seja uma resposta ao avanço das criaturas, pois os inimigos aparecem por todos os lados.

O design de sua nave e dos inimigos é simples, assim como o das fases, porém há uma boa variedade de criaturas com desenhos diferentes, poucas são as que mudam apenas a paleta de cores. A maior parte dos cenários é constituída de estrelas ao fundo com alguns planetas ou satélites, entretanto em determinadas fases há bases espaciais fortificadas que lembram Star Force, jogo que saiu para diversos sistemas onde o primeiro para arcade foi lançado em 1984.

Aliás, além de Star Force, o shmup nacional também possui algumas referências a Xevious, cuja versão para fliperama saiu em 1982, e jogos da Compile, como as franquias Aleste e Zanac, vide o hud de Deathroids. Para quem gosta de scan lines você pode acioná-lo apertando F5. Para jogar em modo janela aperte o F6. Durante a jogatina, para retornar ao menu principal, aperte ESC ou pause o jogo e pressione o botão select do seu joystick e selecione a opção menu.

Os efeitos sonoros são bons e competentes, mas o que chama a atenção são as músicas de Synt5, as que mais me empolgaram foram as das fases 4 (Far From Home) e 5 (Eyes of Revenge). A jogabilidade é bastante simples, um botão para atirar, outro aciona um escudo (shield) e o direcional para movimentar sua nave. O tiro rápido (rapid fire) é padrão, mas é possível desliga-lo apertando F7. O escudo é temporário, mas não é muito eficaz contra tiros atingindo a parte superior da nave, o ideal quando acioná-lo é ir para os lados, o escudo consegue destruir alguns inimigos, mas reduz sua utilização.

O sistema de pontuação é basicamente atirar nos inimigos e ponto. É possível ficar ordenhando pontos nos chefes de fases, já que além do inimigo principal, há ajudantes que aparecem, e dependendo da habilidade do jogador, é possível ficar destruindo os inimigos menores, evitando causar danos e desviando das investidas do chefão por tempo ilimitado. Os inimigos surgem em padrões e aparecem em ondas. Caso você não destrua os alienígenas, eles vão se acumulando na tela, aumentando assim a dificuldade. Cuidado para não ficar na parte inferior da tela ou muito colado à esquerda ou direita, pois os Mechatrons aparecem por todos os lados.

No decorrer da partida itens de melhorias surgem: shield, armas, que aparecem como números de 0 a 4, speed up (aumento de velocidade) e vida extra, porém são aleatórias, ou seja, nesse ponto, cada partida em Deathroids é diferente, lembrando um game da Taito chamado Master of Weapon, um título de 1989 lançado primeiramente para arcade.

As armas aqui são indicadas por números, mesmo sistema utilizado em jogos da Compile:
0: single laser, tiro padrão e pior arma do jogo;
1: double laser;
2: laser ball;
3: double ball, um tiro de laser ball pela frente e outro por trás da nave;
4: vanish laser.
Sem dúvida alguma o melhor tiro é o vanish laser, pois além do alto poder destrutivo, ele consegue apagar com alguns tiros inimigos, o que facilita um pouco a árdua jornada.

Deathroids possui três níveis de dificuldade:
Easy: as telas são mais curtas e há um número menor de inimigos;
Normal: o modo padrão de jogo;
Hard: os inimigos se movem mais rapidamente, neste modo não há escudo acionável, quando se pega o item, ele é acionado automaticamente.

No geral, o jogo possui uma dificuldade alta, pois além da habilidade do jogador, a jogatina também precisa de sorte por conta da aleatoriedade dos itens. É muito comum em algumas partidas não aparecer nenhum item bom. Recuperar-se na partida depois de morrer é praticamente impossível em algumas áreas, principalmente a partir da terceira fase. Em minha opinião, a melhor estratégia para o jogo é ter a arma 4, a princípio um speed up e a partir da terceira fase, um segundo speed up.

Notei pequenos bugs, entretanto em nada interfere no gameplay, antes do terceiro chefe, algo explode sem ter nenhum inimigo na tela. Dependendo do tiro que o jogador estiver usando, é possível arrancar pontos extras após destruir alguns chefes e continuar a atirar neles, mas não é uma quantidade absurda de pontos.

Veredito

Todos os elementos de Deathroids casam bem, o que o torna uma boa experiência para quem quer um bom shmup para jogar. O game é indicado para quem já possui uma experiência no gênero, pois pode irritar, e muito. A ausência de outros modos de jogo torna o fator replay limitado, uma vez que o problema de pontuação não seja bom para competições. Um modo time attack seria muito bem vindo.

O jogo está custando R$ 10,99 no Steam e sua trilha sonora R$2,9, futuramente Deathroids sairá para outros sistemas como Linux, macOS e Android.