[REVIEW] Call of the Sea

Desenvolvido pela Out of Blue Games e publicado pela Raw Fury, chegou para Windows e nos consoles Xbox One e os novos Series X e S em dezembro de 2020, Call of the Sea, um jogo de aventura em primeira pessoa focado em puzzles. Para os assinantes da gamepass o título está disponível no serviço da Microsoft tanto para PC como nos consoles.

Call of the Sea é um jogo intrigante e misterioso. Aqui você controla Norah e já no começo parecemos estar em um sonho da personagem onde ela nada submersa em um ambiente que mistura corais do mar com um quarto de uma casa até chegar a uma antiga caixa de música, e ela, enfim, acordar deste sonho. Aqui começa a nossa jornada, Norah está em um barco em direção a 74 milhas a leste de Otaheité, onde começamos de fato nossa jogatina. No pequeno quarto em que a protagonista se hospeda dentro da viagem temos algumas fotos e documentos, além de uma mala que temos que destrancar para continuarmos a aventura. Norah possui um diário onde anota tudo que leu ou descobriu e que é de suma importância para desvendarmos os segredos no game. Já no início, sabemos que a personagem que controlamos sofre de uma doença que deixa manchas negras na sua mão e que seu marido Harry lhe deixou a mala com uma chave e uma adaga misteriosa, nessa ilha ela provavelmente irá encontrar as respostas sobre sua atual condição de saúde.

E na ilha que surgem os desafios do game, dividido em seis capítulos e com dificuldade que sobe nos puzzles seguintes, Call of the Sea tem uma duração de cerca de 12 horas, dependendo da habilidade do jogador para desvendar os desafios. Como dito anteriormente, cada objeto e carta lida por Norah na ilha irá ser escrita no diário da personagem, vale a leitura não apenas para desvendar os mistérios, mas também para manter a imersão ativa. O mundo do game é cheio de segredos, e vasculhar cada canto da ilha é essencial não somente para avançar no game mas também para entender mais sobre essa doença que mais parece uma maldição através das pistas deixadas por Harry e sua tripulação.

Call of the Sea é um jogo em primeira pessoa, de aventura, aqui não temos combate ou algo do tipo, seu foco é exclusivamente na história e também nos desafios e puzzles que precisamos resolver para avançarmos no game. Fãs de The Witness, por exemplo, vão se sentir em casa logo nos primeiros minutos. Alguns desafios são extremamente difíceis, o que irá fazer o jogador ter que procurar em cada canto do jogo o máximo de pistas e utilizar bastante do diário para resolve-los. Os quebra-cabeças são bem variados, desde rodar um totem com formas espalhadas na ilha até tocar uma música de acordo com o som ouvido e na sequência certa (lembrando o mini-game com os Dekus em The Legend of Zelda: Ocarina of Time). Ao final do último capitulo e com o jogador já sabendo do que se trata esta doença de Norah, o jogo te permite uma escolha para definir o destino da protagonista. Você pode salvar aqui para ver os dois finais diferentes que o jogo lhe traz e as consequências de cada final.

Joguei a aventura no Xbox One e achei maravilhosa a ambientação e seus gráficos, fiquei imaginando quão incrível deve ser jogar o game no Series X ou S pela melhoria técnica disponível para os consoles da nova geração. Como o jogo é totalmente em primeira pessoa, o visual é um toque a mais na imersão do game, fora sua trilha sonora maravilhosa.

Para os aficionados em conquistas, alcançar os 100% não é uma tarefa árdua, mas apenas exige atenção e exploração. O bom é que o jogo proporciona uma seleção de capítulos e mostra a porcentagem de itens conquistados em cada um, o que facilita na busca das conquistas restantes.

Veredito

Call of the Sea é um jogo bem interessante, com bonitos gráficos e uma boa trilha sonora. É incrível saber que o primeiro jogo do estúdio independente Out of Blue foi desenvolvido com um time de apenas 12 pessoas e entrega uma boa experiência para aqueles que gostam de uma aventura em primeira pessoa cheia de mistérios e desafios para se resolver.

*análise feita com código cedido pela distribuidora