[REVIEW] Skul: The Hero Slayer

Skul: The Hero Slayer é um jogo de ação lateral desenvolvido pela empresa sul-coreana SouthPAW Games e publicado pela também sul-coreana NEOWIZ. Trata-se de um game no estilo rogue-lite, ou rogue-like, lançado para PC através do Steam e disponível para Windows, macOS e Linux. As versões analisadas foram a 1.0.2 e 1.0.3, esta inclusive é a mais atual.

A narrativa fala sobre a invasão humana ao castelo do Rei Demônio, muitas foram as tentativas, porém desta vez os humanos reuniram Aventureiros, o Exército Imperial e o Herói de Caerleon/Carleon, também chamado de Primeiro Herói, para liderar o ataque. Perante tamanho poder ofensivo, todos os demônios foram feitos prisioneiros, com exceção do pequeno esqueleto Skul. Agora cabe a ele salvar o Rei Demônio em Carleon. Note que aqui há uma desconstrução, o herói da história na verdade é o vilão.

A mecânica do jogo é um pouco difícil de acostumar, há um botão para ataque, outro para pulo, um de corrida, outro para alternar as caveiras, dois para habilidades e um para o uso de Quintessência. Confundi-me bastante com os botões de habilidade e alternação até pegar o jeito de como usá-los adequadamente.
Cada fase é dividida em três subfases, as duas primeiras subfases são divididas em diversas telas com mapas aleatórios, com inimigos, itens e armadilhas diferentes. A terceira subfase é sempre a luta contra o chefe de fase, que possui estágios de transformação.

Ao longo de sua jornada em Skul: The Hero Slayer, o nosso protagonista encontrará diversas portas diferentes, são elas:
• Porta com adornos de caveiras e fogo verde: ao final da subfase o jogador encontrará uma pilha de ossos que fornecerá uma caveira como prêmio, quanto maior a pilha, mais poderosa a caveira;
• Porta com adornos de tesouros e fogo amarelo claro: o jogador será premiado com um baú com item de aprimoramento, quanto maior o baú, melhor é o item;
• Porta sem adorno e fogo amarelo dourado: a recompensa no final é sempre dinheiro;
• Porta com inscrições estranhas e fogo lilás: loja onde se encontra alimentos, itens, caveira entre outros itens;
• Porta com fogo azul turquesa: nestas portas está Arachne, a personagem que evolui algumas caveiras;
• Porta com manchas de sangue e fogo vermelho: o jogador enfrentará os subchefes, os Aventureiros. Há uma dela por fase;
• Porta com fogo azul: prepare-se para enfrentar o poderoso chefe de fase, assim como a porta de subchefe, há apenas uma por fase. Os esqueletos que aparecem no final da tela ao recolher sua recompensa são apenas enfeites, então não há como destruí-las ou ganhar algo batendo nelas.

As diferentes caveiras que Skul encontra nas fases conferem a ele habilidades diversas, algumas transformações podem ser evoluídas mediante o acúmulo de ossos, que podem ser obtidos resgatando um NPC específico ou destruindo caveiras desnecessárias. As evoluções são realizadas uma ou duas vezes por fase ao encontrar a personagem Arachne, ela aparece em todo início de fase, com exceção da primeira. É interessante notar que algumas caveiras homenageiam personagens famosos dos games e cultura pop. As minhas preferidas são Lobisomem e Ceifador.

O HUD se encontra na parte inferior da tela e temos as seguintes informações, da esquerda para a direita, caveiras, energia, poderes especiais, Quintessência, itens, medidor de ossos, dinheiro, Quartzo Negro, mapa e sobre o mini mapa um contador de inimigos em tela.

A princípio, o castelo do Rei Demônio está vazio, mas resgatando alguns NPCs, aos poucos o salão vai sendo preenchido com personagens que podem conferir algumas benesses a cada início de jornada, como a Bruxa logo no início do game. Muitos desses benefícios são conseguidos através do acúmulo de Quartzo negro, único item que permanece com o jogador a cada derrota.

Skul: The Hero Slayer é um game bastante desafiador por não ter continue, ou seja, morreu, volta para o castelo do Rei Demônio, e nesse ponto, o jogo lembra bastante games antigos, onde é preciso passar inúmeras vezes pelos inimigos mais poderosos para entender seus padrões de ataque. Algumas pessoas citam Dead Cells como um título semelhante, mas este jogo não joguei ainda.

Os gráficos são primorosos, uma arte pixelada elaborada cuidadosamente e que dá gosto de ficar parado e admirando. A escolha das cores foi muito acertada e é notável que tudo no jogo foi feito com bastante esmero. Um deleite para quem gosta desse tipo de gráfico. É possível destruir alguns itens do cenário e os destroços que permanecem nele também se movimentam, inclusive restos de inimigos, achei interessante essa interação física nesses detalhes.

Se os gráficos foram muito bem feitos, o mesmo pode se dizer da música, são faixas cativantes que casam perfeitamente com cada momento do jogo, quanto mais avançamos, mais épicas são as músicas. Os efeitos sonoros são muito bons e a dublagem que aparece nas cutscenes é igualmente boa. Por falar em cutscenes, elas só aparecem uma vez no jogo, assim como alguns diálogos de personagens. Uma pena, pois depois de passar inúmeras vezes pelas fases, a dramática e interessante história acaba ficando em segundo plano.

Um ponto positivo em Skul: The Hero Slayer é que ele está localizado em nosso idioma. Há alguns erros de tradução, “cave”, por exemplo, não foi traduzido para “caverna”. Mas no geral o trabalho está bom. Encontrei dois bugs, ao conversar com um NPC, a Sacerdotisa do Templo Magnífico, pela segunda vez, o jogo trava. O outro é ao destruir o altar/totem vermelho, o que possui duas espadas cruzadas, a legenda aparece em caracteres estranhos.

Este ano a desenvolvedora promete adicionar novos elementos no jogo e lançar versões para PlayStation 4, Xbox e Nintendo Switch.

Veredito

No momento que escrevo esta crítica ainda não consegui terminar Skul: The Hero Slayer, possuo pouco mais de 37 horas e o máximo que consegui foi chegar no chefe da quarta fase. É um jogo muito difícil, pois mesmo com boas atualizações do seu personagem, é preciso contar com a sorte e obter boas habilidades, itens e Quintessência. Com exceção da luta contra os chefes, cada partida é um jogo novo e diferente. Recomendo fortemente para quem gosta de um jogo beirando a perfeição que oferece um senhor desafio.

*análise feita com código cedido pela distribuidora