[REVIEW] GyroBlade

Lançado em 21 de dezembro de 2020, GyroBlade é um shmup/shoot ‘em desenvolvido e publicado pela japonesa H.T.Project Games para PC no Steam. Esta análise é referente à versão 1.0.0 do game.

A história do jogo fala sobre… Bom, não há história. A proposta de GyroBlade é trazer a experiência de um shmup antigo para os tempos atuais, é um jogo de nave 2D com rolamento automático na vertical, o veículo é um helicóptero munido de metralhadora combatendo o exército inimigo até chegar ao chefão de cada fase. O jogo lembra muito Tiger Heli, game lançado originalmente em 1985 pela Taito.

Os gráficos são pixelados, com uma paleta de cores que lembra 16-bit, o design de alguns chefes de fase é simples, sem muitos detalhes. Quando alguns inimigos morrem, abre-se uma cratera no local, é um efeito visual que me chama atenção. Porém, os cenários poderiam ser mais bem trabalhados. As músicas são competentes, quando se inicia o jogo, nota-se a ausência de uma música tema. Os efeitos sonoros são medianos, os sons de explosão estão mais altos que os demais, dando a impressão que estão estourados, poderia ser algo interessante, porém acaba se tornando irritante. É interessante diminuir um pouco o volume dos efeitos sonoros nas opções do jogo para melhorar a experiência.

Há um modo de jogo e quatro níveis de dificuldade, o nível classic achei equivalente ao normal, porém a diferença no classic está no tiro, ele evolui até o nível 2, enquanto nos demais vai até 5. A dificuldade hard faz jus ao nome, já na primeira fase aparecem inimigos que em outros níveis surgiriam em estágios mais avançados.

Quando joguei GyroBlade pela primeira vez, achei que o game havia loopado após a quinta fase, por achar tudo repetitivo e monótono, entretanto uma série de mortes aconteceu na fase subsequente, então o game, para mim, começou realmente a partir do quinto estágio. São oito fases no total. A mecânica é simples, movimentação do helicóptero e um botão para ataque. Há apenas um tipo de tiro, faltou variedade. Não há bomba também.

O sistema de pontuação consiste em destruir os inimigos e na coleta de estrelas, estas conferem uma bonificação extra ao final de cada fase. A ausência de uma recompensa mais elaborada não traz muita motivação em coletá-las.

O jogo não possui sistema de conquistas, o que para mim diminuiu bastante a satisfação de tê-lo jogado.

Veredito

GyroBlade é um shoot ‘em up que deveria ter mais opções de jogo, o que compromete o fator replay, o valor que está sendo cobrado, R$ 10,89 no momento em que escrevo esta crítica, é elevado para pouco conteúdo. Se o game entregasse ao menos um sistema de conquistas não teria levado bomba na minha opinião final.