[REVIEW] Q-YO Blaster

Esta crítica é baseada na versão para PC, lançada através do Steam. Desenvolvido e publicado pelo Team Robot Black Hat, desenvolvedores do Chile e do México, Q-YO Blaster é um jogo de shoot ‘em up lançado em 2018 com deslocamento horizontal automático que possui visual de games antigos e muita ação.

A história do jogo narra sobre um grupo de guerreiros em miniatura que persegue pelo espaço um meteoro com uma praga que consigo traz caos e destruição, trata-se de perigosos insetos alienígenas. O meteoro está indo em direção à Terra e os guerreiros espaciais entram em contato com um cientista em nosso planeta, Mr. Cheeks, a fim de nos preparar para a grande batalha. Ele cria androides e armas em pequena escala na tentativa de impedir os malignos alienígenas e também conta com a ajuda dos bravos guerreiros espaciais.

Em Q-YO Blaster há três modos de jogo:
• History: Modo história com três níveis de dificuldade;
• Mission: Este modo é composto de difíceis desafios;
• Arcade: Neste modo há as fases do modo história com acréscimo de estágios e alta dificuldade.

Ao iniciar a jogatina, o jogador irá se deparar com três criaturas, são chamadas de Ancient Mystics Powers/Poderes Místicos Ancestrais, após escolher um deles, poderá optar pelo guerreiro e sua respectiva nave, cada um possui habilidades específicas. Depois disso poderá escolher um ataque especial chamado Super Laser.

A mecânica do título funciona da seguinte forma: para cada inimigo destruído, ele libera gemas douradas ou itens, as gemas douradas preenchem uma barra escrita “POW” que se encontra no hud, são três níveis de preenchimento, quanto maior o nível, mais forte o ataque especial do Super Laser. Outra forma de adquirir as gemas douradas é usando um ataque chamado Pulse, ela transforma os tiros inimigos em gemas, é possível acumular até três Pulses. Ao acertar os inimigos, outra barra é preenchida, ao estar cheia e o jogador manter pressionado o botão de tiro, o Ancient Mystic Power selecionado é invocado. Então há três botões que o jogador precisa dominar: um botão para tiro, outro para Pulse e um terceiro para Super Laser.
Utilizar o Ancient Mystic Power em momentos de aperto é muito interessante, então para isso é bom o jogador se acostumar a ficar apertando o botão de tiro, com isso o Ancient Mystic Power não é acionado. Quando se mantém o botão de tiro pressionado o projétil sai de um jeito e quando se aperta continuamente o botão ele sai de outro.

Uma coisa que notei é que a nave se comporta como Arthur do clássico de arcade Ghosts’n Goblins, se o jogador ficar dando toquinhos na nave para esquerda e direta ao mesmo tempo em que fica apertando o botão de tiro, a cadência de tiros aumenta.

A configuração que me saí melhor foi:
• Ancient Mystic Power: Blood Presence, pois ele causa muito dano;
• Personagem: Xnake 1, o menos pior, explico adiante isso;
• O Super Laser que optei não tem nome no jogo, ele é representado por uma serra circular com um coração no meio.

Dentre os itens que podem ser pegos durante as fases, os de tiros diferentes possuem a limitação de munição, eles ajudam bastante em algumas passagens, então não atirar a esmo a mantém por mais tempo.
Ao final de cada fase é possível fazer uma atualização: adquirir mais velocidade, poder de fogo, vida extra entre outros itens.

Apesar da grande variedade de naves à disposição em Q-YO Blaster, em dificuldades mais altas, todas são bem fracas, devido ao tiro sem muito poder, faltou um pouco de balanceamento na dificuldade em relação à resistência dos inimigos, o certo seria manter a mesma resistência do modo normal de jogo, porém deixando os inimigos serem mais agressivos, e não torná-los extremamente fortes e resistentes.

Durante o jogo, o único chefe que possui um padrão de ataque aleatório mais notável é o da sexta fase, ele não é difícil, pois você pode encostar-se a ele. O mesmo ocorre com alguns inimigos, você pode colidir sua nave neles e nada acontece, o que facilita no desvio de seus ataques. As maiores dificuldades que tive em de Q-YO Blaster foram as duas últimas fases no modo History, jogando na dificuldade Normal (El Macho), então foram precisas algumas partidas para aprender a melhor estratégia, principalmente no último chefe.

Os gráficos pixelados são muito bonitos, com muito capricho e estilo próprio nas naves, inimigos e cenários. Suspeito que há uma inspiração na série Parodius, franquia da Konami que saiu para diversos sistemas desde 1988, entretanto há personalidade aqui. Seus personagens são carismáticos, mesmo os mais esquisitos.

Personalidade também encontramos nas músicas e efeitos sonoros. A trilha sonora é composta basicamente de músicas eletrônicas, inclusive uma faixa, Duck Song, lembra vagamente o desenho animado O Fantástico Mundo de Bobby. As músicas casam perfeitamente com a jornada, quanto mais avançada é a fase, mais dramática se torna. Os efeitos sonoros são bem competentes. A quem se interessar, clique aqui para ouvir a OST (Original Soundtrack) do game.

Quando Q-YO Blaster é jogado em duas pessoas há um problema que acontece se os continues do jogador 1 acabarem antes dos continues do jogador 2, o jogo simplesmente dá game over. Dentre as opções do jogo é possível habilitar um filtro de imagem que remete às imagens de televisões de tubo, o famoso CRT.

O jogo saiu para Nintendo Switch, além do PC. Apesar de o buscador mencionar que o jogo saiu para PlayStation 4 e Xbox One, não encontrei fontes que confirmassem tal informação.

Veredito

Q-YO Blaster é um jogo bonito de se ver, de se escutar e um pouco complicado de jogar, principalmente nas dificuldades mais altas, um pouco de balanceamento resolveria o problema e ele se tornaria perfeito. Mesmo assim vale a pena dar uma conferida e curtir a viagem num shmup com a cara dos anos 1990.