[REVIEW] Gemini

Você já jogou algum tower defense? Aqueles jogos que é preciso proteger algo, e normalmente coloca algumas torres para defender dos inimigos e tudo mais? Então, Gemini utiliza do conceito de tower defense, mas traz algo diferente e divertido. O game brasileiro, que contou com apoio de alguns youtubers, foi lançado este ano em 18 de fevereiro pela QUByte Game Studio para o Nintendo Switch.

Em Gemini há uma história bem simples que é contada ao iniciar o jogo. Aqui temos Moty, um coelho gigante que introduz um tutorial. A partir daí passa a explicar que há um diamante de energia que é o responsável por manter o equilíbrio no mundo, e que todos os inimigos tentam destruí-lo. Sendo assim, o jogador precisa protegê-lo para manter a paz no mundo. Moty explica que os inimigos vêm em ondas, e que a cada fase ao passar as 5 ondas liberamos a seguinte, o coelho gigante também explica que existem caixas que podem ser quebradas para conseguir dinheiro (aqui podemos recuperar nossa mana ou vida também). Ao explicar sobre o dinheiro, Moty revela que é um vendedor.

Ao todo há 5 mundos em Gemini, cada um com 5 fases. Na última fase de cada mundo um chefe aguarda para uma batalha. No primeiro mundo, Superfície, temos um lugar cheio de árvores, e seu chefe é o Golem de Terra, que é bem fácil de ser derrotado, principalmente se utilizar uma arma que ataca a distância. Nos seguintes enfrentamos diversos tipos de inimigos, passeando por locais populares nos games como deserto e gelo.

Estes 64 itens podem ser conseguidos na loja ou em raras chances durante as fases, porém a loja vende apenas 4 itens por vez e só é atualizada ao passar uma nova fase. Para tentar conquistar todos os itens é importante comprar tudo o que for possível entre as fases. Porém isso nem sempre é possível, então Moty nos dá uma dica de voltarmos nas fases anteriores para conseguir mais dinheiro.

Como dito, Gemini é um tower defense diferente, aqui além de protegermos o Cristal, temos que cuidar para não morrermos. Caso isso ocorra ou deixamos o cristal ser destruído, perdemos todo o dinheiro conquistado até então, além de voltarmos para a primeira onda. Mas aqui temos um pequeno truque para não perder o dinheiro conquistado: quando o cristal é destruído, durante a animação podemos pausar o game e pedir para sair da fase, deste modo conseguimos ficar com o dinheiro mesmo em fases que ainda não passamos anteriormente.

Durante o jogo temos que testar diferentes combinações de armas e acessórios para avançarmos, além de contarmos com habilidade. A aventura começa fácil, mas logo se torna extremamente desafiante, principalmente se não tiver em mãos as armas poderosas e os upgrades devidos. Em cada mundo temos diversos inimigos diferentes que sempre vão seguir para destruir o cristal, a menos que consigamos atrair suas atenções.

A jogabilidade é bem simples, basicamente utilizamos o analógico esquerdo para controlarmos nosso personagem, a mira fica no analógico direito, o que me incomodou um pouco ao jogar no modo portátil do Nintendo Switch, além de utilizar o ZR para atacarmos e o botão A para confirmar ou pegar itens que caírem no chão.

Infelizmente, o jogo possui poucas músicas, temos a música de cada mundo e a música do chefe daquele mundo, totalizando 10 faixas durante a aventura, isso sem contar as que tocam no menu e na loja. O final do game é meio decepcionante também, só aparece um vídeo curto mostrando os mundos, sem os caminhos das fases, passando por todos deles e depois abre a tela de créditos.

Veredito

Apesar de seus problemas, Gemini é uma boa diversão, em cerca de 10 horas dá para zerar o jogo do início ao fim, podemos voltar nas fases para tentar conseguir pegar todos os itens do jogo, o que aumenta um pouco esse tempo. O jogo é exclusivo do Nintendo Switch que traz um tower defense diferente e é uma boa pedida para matar o tempo.

*Análise feita com código cedido pela distribuidora