[REVIEW] BEACH BUGGY RACING 2: ISLAND ADVENTURE

Desde que apareceu pela primeira vez, ainda nos anos 90, a incrível fórmula do jogo Mario Kart continua influente até hoje. E vários jogos surgem adotando da fórmula do clássico da Nintendo.

É nesse cenário que temos a série Beach Buggy Racing. O sucesso do primeiro jogo (principalmente nos mobiles), fez a VECTOR UNIT criar uma sequência, que agora foi lançada também para Nintendo Switch, versão aqui que iremos analisá-la.

Existem tantos jogos com essa fórmula kart embutida que é quase cultural dos jogadores já a entenderem, mas em resumo, aqui você corre em uma pista, e pode usar diversos itens malucos que atrapalharão seus adversários e te ajudarão a conquistar as primeiras posições.

Beach Buggy Racing 2 procura já de cara, nos oferecer vários modos de jogo.

A cereja do bolo é o modo aventura (Adventure), que é bastante extenso, possui três níveis de dificuldade, e ainda pode ser jogado em coop. Com absurdos 12 mundos (e com espaço ainda para um outro mundo escondido).

É aqui que você vai aprendendo a se comportar com os diversos personagens e principalmente com os itens do jogo, já que o ele possui incríveis 44 itens a serem usados. Eles não ficam todos disponíveis desde o início, é necessário ir liberando nos mundos conforme for progredindo no mapa da aventura.

Personagens também são desbloqueaveis aos poucos no modo Adventure, basicamente todo novo mundo, lhe garante um novo personagem em seu elenco. As corridas te dão recompensas em forma de estrelas conforme o nosso ranking final, para ser bem claro só nos interessa chegar nas 3 primeiras posições. Em primeiro lugar recebemos três estrelas, em segundo, duas estrelas, e em terceiro ficamos com apenas uma estrela de prêmio. É necessário chegar ao menos em terceiro colocado, para o mapa poder progredir.

Essas estrelas vão se acomulando para podermos seguir no game, elas servem para liberarmos novas pistas, novos mundos, novos ‘power ups’… Tudo! Portanto sua precisão nas disputas ajuda bastante para acumular elas ao máximo. Os personagens podem ser desafiados num campeonato de 4 pistas, se vencê-lo você o libera, mas se coletar 3 estrelas em todas as pistas de um mundo, você também ganha o personagem respectivo daquele mundo pra você.

Alguns pontos são interessantes a se comentar aqui, cada mundo novo do modo Aventura, não traz apenas corridas tradicionais contra todos, existem alguns eventos que são diferentes no desafio, e quebram assim uma possível monotonia do jogador. Existe o desafio de drift, pra você fazer o máximo possivel de drift nas curvas, há o modo bomba, em que corremos uma volta numa posta desviando ao máximo de bombas que estão plantadas na pista. Tem o modo de recorde, para corrermos livremente numa volta e batermos o tempo estipulado. Tem um modo bem bacana de sobrevivência das ultimas colocações, conforme a corrida começa, os últimos colocados vão sendo eliminados, até sobrar somente o primeiro colocado na pista. São esses os modos que diferenciam ao longo do modo aventura.

Mas é claro que alguns funcionam bem melhor do que outros… Em Beach Buggy Racing 2 existe um modo de corrida em que cada piloto deverá correr com uma bomba grudada na traseira do seu veículo, ou seja, se você relar numa parede você explode, se relar num adversário também explodirá, se alguém jogar um item em você, também… É um verdadeiro tormento, foi um dos eventos desse modo aventura que me fez pensar se eu realmente estava me divertindo nele, correr assim era estressante demais…

Mas o mapa não é linear, as várias bifurcações não te obrigam a ter que passar por todos os eventos de um mundo, para liberar o próximo. Então caso enfrente problemas, siga outra rota e pronto. Ah! E se você procurar fazer 100%, se prepare, são 149 eventos ao longo de todo o modo aventura, totalizando 447 estrelas para serem conquistadas.

Eu terminei, mas não peguei tudo, o que me forneceu quase 10h jogadas, pra porcentagem máxima adicionaria aqui umas 5 ou 6h à jogatina.

Existem ainda novos veículos para serem desbloqueados nesse modo (40 no total), o jogo informa as exigências dos desafios para você desbloquear cada um. Cada um deles possui diferentes parâmetros, e daí fazemos nossas escolhas de acordo com a nossa exigência (Quer mais velocidade? Quer um buggy focado numa ótima dirigibilidade?).

Sobre os power ups, é necessário fazer um adendo aqui também, como já dito, são 44 deles no total, você os coleta ao passar pelos balões com sinais de interrogação ou exclamação, na aba de coleções você tem a descrição do que cada um faz, e uma pequena dica de como você pode usá-lo a seu favor. Carregamos dois power ups ao mesmo tempo. No entanto, vejo alguns desses itens como sendo bem similares entre si, um exemplo: existe um item “abelhas” que você deixa na pista, se um adversário passar, ele correrá atordoado se movendo de um lado pro outro tocando as abelhas, esse efeito é muito parecido com o do item “bola de festa”, que faz o piloto atingido correr remexendo de um lado para o outro, como se estivesse dançando numa balada. No fim me ficou a impressão se não seria melhor terem enxugado mais esses itens, deixando-os mais únicos em efeito, e facilitando até para o jogador decorá-los. Nessas horas o menos é mais…

Mas no geral o modo aventura tem o seu destaque, a diversidade nos desafios ajuda a ficar legal de ir seguindo, e cada mundo acaba sendo temático, o que atrai para querermos ver sempre qual o próximo. Vale o destaque para alguns mundos que ficaram realmente demais, o da praia, floresta, gelo, vulcão, castelo, deserto… Enfim… Uma diversidade boa de cenários para nos entreter. No início temos corridas de duas voltas, mas depois as de três voltas surgem.

Vale lembrar, também, que cada personagem tem uma habilidade que pode ser usada (de maneira limitada) nas corridas. Ou seja, cada piloto tem uma vantagem que você pode usar a seu favor, é necessário ir testando para tirar vantagem disso, o piloto principal, aquele que começamos, tem um turbo extra que pode ser usado duas vezes por corrida. É ótimo para as competições normais, mas que vantagem eu teria com ele no desafio de desviar das bombas na pista? Nesse caso eu usaria o piloto “MCSkelly”, uma caveira pirata dos mares, que tem o poder de ficar invensivel por alguns segundos, ajudando demais nesses desafios. Já que eles possuem apenas uma única volta. Então é bom sempre testarmos os diversos personagens.

É importante ressaltar que não há um modo online pro jogo, apenas um placar de “Leaderboards”, para você disputar o ranking em algum modo de jogo com os demais jogadores. Também não existe um modo batalha, bem popular em jogos de kart.

Os gráficos de Beach Buggy Racing 2 são bons, eles não negam a sua natureza mobile, então não espere as mais belas texturas ou magnífico detalhes por aqui. Mas mesmo de forma bem modesta, o jogo passa um bom carisma no seu estilo.

O som do jogo é uma faca de dois gumes, sou obrigado a dizer que as faixas, separadamente, são maravilhosas, o timbre escolhido da guitarra, arranjo, tudo foi bem feitinho. As faixas passam por Surf Music, ska e derivados estilos. Temos que lembrar que o jogo tem um foco “praiano”, desde o seu título, e as faixas condiz com isso.

Mas o título não traz exatamente uma faixa feita para cada pista, e sim as que existem tocam em loop, mesmo que você reinicie uma corrida a faixa simplesmente muda para uma outra, ou seja, às vezes a música bate muito bem com o cenário, outras não. Citando como exemplo a faixa mais Surf Music da trilha ficou ótima para as pistas do segundo mundo, o da Praia (Beach), mas péssima quando as escutamos em fases de deserto, castelo… Enfim, as músicas são excelentes, eu escutaria essa trilha inteira no meu aparelho de som sem pular uma faixa. Mas no jogo, elas pagam um preço alto quando não condizem direito com as temáticas das pistas.

Ainda sobre o som, a parte dos efeitos sonoros poderia ser melhor explorada, principalmente nos personagens, alguns power ups tem uns efeitos sonoros legais, mas é meio chato ver os personagens, na absurda maior parte do tempo, serem atingidos e não desmonstrarem nenhuma reação sonora, nem um leve grito, nada… Fica tão “vazio”, que parece uma corrida automática sem muita expressão e dinâmica. O primeiro plano da corrida inteira gira em torno da trilha musical mesmo. E o pior é que existe alguns sons gravados assim nos personagens, mas são raríssimos de ouvirmos, as vezes tem que ser um power up bem específico.

A jogabilidade de Beach Buggy Racing 2, no geral funciona muito bem, e os drifts são fáceis de serem feitos.

VEREDITO

Beach Buggy Racing 2: Island Adventure tem suas falhas, mas procurou dentro dos seus limites, pegar um pouco de cada bom jogo de kart e fazer o seu.

Mesmo não sendo perfeito, ele garante que os fãs de jogos do gênero passem horas a fio jogando. É ainda uma opção de preço bem mais acessível para crianças, filhos, que vão se entreter demais com os diversos desafios encontrados aqui, e o modo aventura vale a pena ser jogado.

*análise feita com código cedido pela distribuidora