Bloodstained: Curse of the Moon – O legado de Castlevania vive com os indies!

Bloodstained

Com a recente notícia de que a Konami resolveu celebrar os 35 anos de Castlevania com um pacote de conteúdos NFT, fiquei me perguntando se algum dia ainda veremos a franquia retornar ao prestígio de outrora. Para a nossa sorte, por outro lado, existe um número sem fim de fãs apaixonados pela série, alguns extremamente talentosos e, que por acaso trabalham na indústria dos games, como é o caso das brilhantes mentes da Inti Creates, o estúdio independente responsável por Bloodstained: Curse of the Moon 1 e 2.

O Ritual e a Maldição

O mundo dos games foi pego de surpresa quando Koji “IGA” Igarashi ressurgiu de seu castelo assombrado prometendo o retorno dos “Igavanias” para os jogadores. Afinal de contas, já não é de hoje que Castlevania está “abandonado” pela Konami. Seguindo o modelo de financiamento coletivo, a campanha para o desenvolvimento de Bloodstained: Ritual of the Night foi um verdadeiro sucesso, batendo todas as metas de arrecadação, e é aí que Curse of the Moon entra na história.

Muito mais do que um brinde!

Enquanto Ritual of the Night era apresentado como um sucessor espiritual de Symphony of the Night, o brinde oferecido como recompensa aos apoiadores do financiamento coletivo era mais visto como uma singela homenagem aos Castlevanias do Nintendinho. Um mero “aperitivo”, enquanto o “prato principal” não era lançado. Por já conhecer o trabalho da Inti Creates, em especial na série Mega Man Zero, não esperava por nada menos que algo espetacular vindo do estúdio, e ainda assim, me surpreendi!

What a Horrible Night to Have a Curse (of the Moon).

Bloodstained: Curse of the Moon não é somente uma homenagem aos Castlevanias de NES, mas em muitos momentos consegue superar as obras originais nas quais se baseia. Além disso, o faz de forma magistral ao combinar elementos tradicionais, mas sem ignorar os avanços do tempo. Esteticamente, o game possui visuais que remetem aos games de 8bits, mas cheio de efeitos adicionais e chefões de fase que um Nintendinho sequer sonharia em fazer.

Durante a aventura, linear e composta por 9 estágios, controlamos o samurai Zangetsu que ao longo de sua jornada depara-se com outros três personagens adicionais. Miriam, que por sua vez é a protagonista de Ritual of the Night, Alfred, um ancião que domina as artes da magia, e por fim Gebel, uma figura misteriosa com poderes sobrenaturais, como a possibilidade de se tornar um morcego (alô Alucard!). Estes personagens podem ou não se juntar ao time de Zangetsu durante a aventura.

Além da possibilidade de quatro personagens controláveis, o game ainda oferece seis finais alternativos de acordo com as escolhas do jogador. Isso aumenta o fator replay que já é alto por si só, já que se trata de uma aventura rápida, desafiadora e dinâmica. A cereja do bolo fica por conta da trilha sonora cuja composição é de Michiru Yamane, responsável por nada menos que as belíssimas músicas presentes em Castlevania: Symphony of the Night. Pouco tempo após o lançamento, Bloodstained: Curse of the Moon foi disponibilizado para venda, independentemente de Ritual of the Night.

What is a Sequel? An Incredible Amount of Improvements!

Curse of the Moon
Arte principal de Curse of the Moon 2 (Imagem: Divulgação)

Para a alegria de muitos, a excelente recepção de Curse of the Moon possibilitou a criação de uma continuação. Simplesmente intitulada de Curse of the Moon 2 que, apesar de simplista na escolha do título, se mostrou bastante ambiciosa em conteúdo.

O que estava bom foi mantido, como a excelente trilha sonora e os belos gráficos estilizados como jogos em 8bits. Além disso, praticamente todo o restante foi refinado e expandido: três novos personagens juntam-se aos nossos quatro heróis: Dominique, Robert e Hachi, cada um com novas e interessantes habilidades. Desta vez são 16 estágios, distribuídos dentro de dois episódios e que podem ser acessados novamente quantas vezes quiser uma vez completados.

Como se isso não bastasse, ainda foi incluída a possibilidade de jogar em modo co-op com um amigo durante toda a aventura, do início ao fim!

Tá, mas e a trama de Curse of the Moon?

A história gira em torno do samurai Zangetsu, que busca se livrar de uma maldição lançada a ele por demônios das sombras. Nada muito original aqui, mas o suficiente para nos dar motivos para avançar na aventura e o pano de fundo ideal para deixar a imaginação da Inti Creates nos proporcionar os incríveis estágios, inimigos e chefões de fase presentes nos excelentes Bloodstained: Curse of the Moon 1 e 2!

Ambos os títulos foram lançados para as principais plataformas e custam uma verdadeira bagatela, então se você curte uma boa aventura regada a muita nostalgia retrô, não espere pela próxima Lua Cheia para começar a jogar os Curse of the Moon!