Review: The Gunk

Review: The Gunk

Jogos como The Gunk são mais ambiciosos do que parecem. Além da qualidade técnica, os temas variados exigem um senso de escrita muito competente, ainda mais de estúdios independentes como o Image & Form (mesmo fazendo parte de um conglomerado maior chamado Thunderful). Pensando nisso, será que essa aventura curta consegue alcançar o melhor nível de qualidade possível?

Cuide de tudo e todos

Com uma trama inicialmente simples, The Gunk se desenvolve em suas pouco menos de cinco horas em uma jornada sobre cuidar dos outros. A protagonista Rani desce em um planeta aparentemente sem vida ao lado de sua parceira Becks e de um robô. O objetivo no começo é o de explorar e encontrar recursos para manter suas vidas de mercadoras. Porém, logo elas se deparam com uma gosma escura que flutua e domina o espaço que já foi verde do planeta.

A partir daí, o jogador deve usar o braço mecânico de Rani para sugar essa meleca (chamada de “gunk”) enquanto junta recursos como plantas e minerais. É claro que a trama se abre com reviravoltas e novidades, mas deixarei essa parte para quando você mesmo jogar essa aventura.

É fácil dizer que a temática de The Gunk é sobre cuidar do meio-ambiente, mas preciso afirmar que não é esse o verdadeiro foco. A ideia aqui é a de cuidar dos outros, em especial de quem a gente gosta. Além disso, temas como amizade e sacríficio são constantes na curta jornada de Rani. Sendo assim, não é um simples “tema de meio-ambiente” que envolve os personagens no jogo.

the gunk
O mundo não é nada amigável (Imagem: Divulgação)

Os relacionamentos em The Gunk

A aventura é toda em terceira pessoa. A jornada de Rani e seus amigos é bastante linear, oferecendo apenas alguns cantos que acabam exigindo um pouco mais de exploração (ainda mais se o jogador quiser alcançar os 100%). Os momentos de plataforma não são nada complicados, ainda mais por trazer um sistema de salvamento automático que ocorre o tempo todo.

Há inimigos sim, porém eles são tá fáceis de serem derrotados que pouco importa no todo que é o jogo. Sendo assim, o grande foco em The Gunk é a ambientação e os relacionamentos que surgem durante o título. As decisões que os personagens (humanos ou não) tomam é o que realmente se destaca nas cinco horas de jogatina.

Por outro lado, se você não quiser curtir o game por causa desses aspectos, pode ficar tranquilo. Mesmo oferecendo linearidade e pouco desafio, toda a experiência encontrada no jogo da Image & Form é bastante pleno. É simplesmente gostoso de jogar e passear ao lado de Rani. Até mesmo sugar a gosma é algo viciante de fazer.

É fácil acreditar e vivenciar o mundo apresentado. As plantas e o minério são super interessantes. Até mesmo a pouca vida encontrada chama bastante a atenção. Só gostaria de ver mais disso, porém fiquei na vontade.

cena do game
Os três personagens principais no game (Imagem: Divulgação)

Veredito

The Gunk é um jogo que eu aguardava com bastante animação. Depois de jogar e fazer tudo o que era possível, não vou sair por aí dizendo que me decepcionei. Porém, é verdade que a aventura é curta demais e pouco oferece no quesito exploração. Já os temas e personagens me agradaram muito. Senti empatia por praticamento todos no game e me peguei me questionando se tal decisão era tinha sido realmente sensata na hora em que ocorreu.

Esse tipo de imersão é o que mais gosto em jogos com narrativa. Nesse quesito, toda a jornada em The Gunk valeu demais.

NOTA FINAL: 3/5