Review: Blade Assault

blade assault

Blade Assault: uma combinação de hack ‘n slash com roguelike feita em pixel art não tem como dar errado! Ou será que tem?

O estúdio independente Suneat trouxe aos PCs um game cheio de boas ideias e referências, mas como todo jogo que existe, não é livre de defeitos. A pergunta que fica é: seria Blade Assault um jogo no qual as qualidades se sobressaem?

Apresentação

Na grande maioria dos jogos de estúdios independentes, temos que manter nossas expectativas moderadas quanto à apresentação, já que muitas vezes o orçamento apertado força o estúdio a certos sacrifícios, ainda assim, a tela inicial completamente preta de Blade Assault, contando apenas com algumas poucas opções de seleção, foi um ponto que me deixou preocupado quanto ao restante do game.

Contudo, logo após apertar start, o game já inicia numa cutscene bastante frenética (e um pouco confusa), com bela apresentação em pixel art, o que nos leva para os gráficos do título.

Blade Assault
Há muitas cores na tela (Imagem: Divulgação)

Gráficos

Enquanto a apresentação em si, é bem crua, com uma tela de título extremamente sem graça e menus super simples, os gráficos de Blade Assault são formidáveis. Como dito anteriormente, o estilo visual é inteiramente em pixel art, e a temática é um estilo cyberpunk que usa e abusa de luzes e partículas, o cenários são bastante detalhados e os personagens, heróis e vilões, esbanjam personalidade e carisma.

Com certeza a parte gráfica é um dos pontos altos do game.

Para acompanhar, uma trilha sonora competente faz com que o jogador seja absorvido nesse rico e colorido mundo pixelado.

Gameplay

Os gráficos são bons, mas é a jogabilidade que sustenta ou derruba qualquer jogo, por mais bonito que possa ser. Para a nossa alegria, esse quesito em Blade Assault é quase tão fluido quanto faca quente na manteiga. Digo quase, porque em alguns momentos o jogo sofre umas travadinhas, mais especificamente quando desbloqueamos um novo poder ou habilidade.

Entretanto, durante os combates não houve um momento de lentidão sequer, nem em partes mais frenéticas com dezenas de inimigos na tela, ainda assim é algo que destoa e espero que uma futura atualização resolva isso.

Blade Assault
Há chefes no game (Imagem: Divulgação)

Desafio na Medida Certa

Muitos games no estilo roguelike tendem a possuir uma curva de aprendizado elevada ou demandam sessões de grind por itens e xp (alô Hades!), mas em Blade Assault eu não senti nem uma, nem outra dessas características tão peculiares ao gênero.

Isso não significa que seja um passeio no parque, mas com certeza o título é um dos “rogues” mais acessíveis que joguei recentemente. Outro ponto que talvez favoreça essa minha percepção é a já elogiada jogabilidade, onde o esquema de botões faz todo o sentido e a resposta aos comandos é rápida e precisa.

Veredito

Para um jogo de estreia, o pessoal da Suneat demonstrou bastante capricho e destreza, focando nos pontos mais importantes para um bom game, que são os controles e a diversão, mas sem deixar de lado os visuais (apesar da tela inicial) e buscando manter sempre o frescor durante a curta, mas intensa aventura.

Sendo assim, Blade Assault é uma ótima recomendação se você é fã de roguelikes e curte um bom combate.

Nota: 3.5/5